Eis, meu amor, no céu
A última estrela
Passaram-se as horas
Foram-se a juventude
E os dias alegres e despreocupados
Que passamos sob ela
Passaram-se também os anos
E com eles, os rostos amigos
As longas noites de silenciosa vigília
As dores inconfessadas
Eis, meu amor, no céu
A derradeira estrela
Aquela que nos iluminou
Entre beijos intermináveis
E suaves juras de amor
A mesma que assistiu impassível
As discussões em alto brado
As explosões de fúria
Que sempre acabavam antes do fim
Sufocadas entre nossos braços.
Eis, meu amor,
Que nossa vida inteira se passou
Mais rápido do que poderíamos querer.
Ah, olhos brilhantes... quem me dera mais uma vez
repousar neles meu olhar cansado...
Brilha agora apenas a estrela
A última, a derradeira, a eterna e imutável estrela
Que nossos sonhos viu nascer na infância
E que os acalentou até esse último momento.
Autor desconhecido
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
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